Essas Mulheres Notáveis e Suas Vidas Abençoadoras
Falsamente acusam a Bíblia e o Cristianismo de serem machistas, não valorizando as mulheres. No entanto, a narrativa bíblica e a história da Igreja citam grande número de mulheres notáveis, cujas vidas foram abençoadoras. Nosso propósito nessa meditação é triplo: mencionar algumas mulheres do Antigo Testamento, do Novo e da História da Igreja (cujas vidas foram notáveis e abençoadoras); mostrar o valor dado nas Escrituras a essas mulheres; e estimular as mulheres das SAF’s do Presbitério Médio Vale do Paraíba a serem igualmente notáveis e abençoadoras.
1. Ana, uma mulher notável e abençoadora como mãe (1Sm 1.1-28)
No Antigo Testamento a primeira a chamar nossa atenção é Ana. A Ana, de que falamos aqui, foi uma das esposas de Elcana; um homem que viveu em Ramataim de Zofim, na região montanhosa de Efraim. Embora Ana fosse a esposa favorita de Elcana, ela não tinha filhos e era, consequentemente, ridicularizada de forma cruel pela outra esposa, Penina, que tinha filhos. Ano após ano ela orou ao Senhor por um filho, prometendo que, se sua oração fosse respondida, ela o consagraria ao Senhor. Sua angústia por essa situação era tal que, em certa ocasião, foi considerada uma mulher embriagada. No devido tempo, Ana deu à luz um filho e o chamou de Samuel. Quando a criança foi desmamada, ela cumpriu o seu voto e levou Samuel a Silo, onde o consagrou ao Senhor.
Ana tornou-se notável e abençoadora como mãe, não por ser mãe do juiz, sacerdote e profeta Samuel, nem por ter tido outros três filhos e duas filhas, mas por exibir qualidades pessoais dignas de nota. Ana foi uma mulher de oração, orando por um filho durante vários anos; Ana consagrou seu filho ao Senhor, não o retendo para si, mas, sabendo que era dádiva de Deus, o levou à sua presença e o consagrou ao Senhor; Ana continuou cuidando de seu filho, preparando-lhe vestes novas e visitando-o todos os anos.
2. Abigail, uma mulher notável e abençoadora como esposa (1Sm 25.2-35).
No Antigo Testamento ainda temos Abigail. A Abigail, aqui mencionada, foi esposa de Nabal. Nabal era um homem rico, da cidade de Maom, no Carmelo. A Escritura descreve Nabal como um “homem duro e maligno em todo o seu trato” e “filho de Belial e não há quem lhe possa falar”. Porém descreve Abigail como uma mulher “sensata e formosa” e como pacificadora. Essa última qualidade é vista quando, na época da tosquia das ovelhas, Nabal se recusou a fornecer provisões a Davi e seus homens, como pagamento pela proteção que Davi lhe havia dado, e Abigail trouxe provisões a Davi, o apaziguou e o persuadiu a não vingar-se de seu esposo.
Abigail mostrou-se notável e abençoadora como esposa, não porque veio a ser esposa do rei Davi, mas por exibir qualidades pessoais admiráveis. Abigail foi uma mulher sensata, que soube lidar com a dureza e malignidade de seu esposo, e continuar casada; Abigail foi uma mulher formosa, que continuou cuidando de sua aparência apesar do mau esposo que tinha; Abigail foi uma mulher pacificadora, pois soube lidar com a ira de Davi e demovê-lo de seu desejo de vingança contra seu esposo.
3. Tabita, uma mulher notável e abençoadora como discípula (At 9.36-43)
No Novo Testamento, entre as muitas mulheres citadas, chama nossa atenção uma de nome estranho, Tabita. Ela é mais conhecida como Dorcas. Era natural de Jope, havia crido no Senhor Jesus e era muito querida devido aos prestimosos serviços que prestara aos outros. Dorcas veio a falecer. Dois homens foram enviados a Lida para buscar a Pedro. Quando este chegou, o corpo de Dorcas já havia sido lavado, preparado para o enterro e colocado no quarto superior. As viúvas estavam chorando e, em profundo reconhecimento, mostravam os trabalhos que ela havia feito, talvez para estas mesmas pessoas. Pedro, como instrumento de Deus, a ressuscitou.
Tabita ou Dorcas tornou-se notável e abençoadora como discípula, não porque foi ressuscitada dos mortos, mas por mostrar qualidades pessoais notáveis. Dorcas foi uma mulher de boas obras, vivendo piedosamente e fazendo o bem à igreja; Dorcas foi uma mulher caridosa, pois dava esmolas a necessitados; Dorcas foi uma mulher generosa, pois fez túnicas e vestidos para viúvas de sua cidade.
4. Priscila, uma mulher notável e abençoadora como missionária.
Temos no Novo Testamento, ainda, Priscila, esposa de um homem chamado Áqüila, natural da cidade do Ponto, na Ásia Menor. Eles residiam na Itália, eram crentes no Senhor Jesus e se mudaram para Corinto por causa de um decreto do imperador Cláudio. Em Corinto conheceram e se associaram a Paulo no ofício de fazer tendas e na pregação do Evangelho. Das seis vezes em que esse casal é citado no NT, em quatro delas o nome de Priscila aparece em primeiro, o que pode indicar que sua habilidade e zelo eram superiores ou que ela era de família romana nobre. Priscila e Áqüila acompanharam Paulo até Éfeso, onde discipularam a Apolo (At 18.24-26); 1 Coríntios 16.19 menciona que uma Igreja se reuniu em sua casa; o mesmo ocorreu em Roma (Rm 16.3-5); e Romanos 16.4 diz que eles “arriscaram a própria cabeça” pela vida de Paulo.
Priscila tornou-se notável e abençoadora como missionária por exibir qualidades pessoais admiráveis. Priscila foi uma mulher que dedicou parte do seu tempo à atividade evangelística; Priscila foi uma mulher que investiu parte de seu tempo no discipulado de pessoas; e Priscila foi uma mulher desprendida e amorosa, pois se dispôs a arriscar sua própria vida em favor da de Paulo.
5. Macrina, uma mulher notável e abençoadora como irmã e amiga.
Da História da Igreja temos Macrina, uma mulher que viveu na segunda metade do 4º século. Pouco sabemos sobre ela além do fato de que, por meio de sua piedade e amizade, apoiou os três capadocianos – Basílio o Grande, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo. Esses três Pais da Igreja foram responsáveis pela obtenção da vitória final da doutrina trinitariana, estabelecida no Concílio de Nicéia, em 325.
Justo L. Gonzalez escreveu sobre ela: “Embora seja costume falar dos ‘três capadocianos’, há uma quarta pessoa, sobre quem pouco se tem dito, mas cuja influência sobre pelo menos dois dos três mais famosos merece nota. É Macrina, a irmã de Basílio e de Gregório de Nissa. Foi ela quem conclamou Basílio a deixar de lado sua preocupação com a própria sabedoria e prestígio e a tomar o rumo na vida que ele veio a seguir. Além disso, Gregório de Nissa fala dela como ‘a mestra’, e parece ter por certo que seus leitores saberiam de quem ele falava. Infelizmente, pouco foi deixado para nos permitir reconstruir seus ensinos. Mas ela deve ser mencionada aqui como um lembrete de que entre os ‘pais’ da igreja havia também ‘mães’.”
6. Mary Jones, uma mulher notável e abençoadora como crente.
Mary Jones viveu no final do século 18, no País de Gales. De família muito pobre, onde todos tinham que trabalhar, o único dia de descanso era o domingo, quando iam à igreja. Mary aprendeu a ler com 9 anos, e fixou uma meta: possuir uma Bíblia em sua língua. Nessa época era muito difícil e caro ter uma Bíblia. Apesar dos obstáculos, Mary trabalhou duro por seis anos fazendo serviços extras, guardando todo o dinheiro em um cofrinho. Aos 15 anos, ela conseguiu juntar o valor necessário para comprar sua Bíblia, viajou 40 km a pé e, por pouco, não teve sua meta frustrada, pois comprou o último exemplar em Galês. A história de Mary chegou ao conhecimento de um grupo de líderes cristãos, em Londres. Surpresos e admirados, resolveram, em 1804, criar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, com o objetivo de tornar a Bíblia acessível quanto ao preço e idioma.
Mary Jones tornou-se notável e abençoadora como crente ao exibir qualidades pessoais dignas de nota. Pois seu amor pela Bíblia tornou-se exemplar e inspirador. Hoje a Escritura encontra-se acessível a todos os povos e a preços reduzidos.
Eis algumas mulheres cujas vidas são notáveis e abençoadoras. Mulheres valorizadas na Bíblia e na História da Igreja. Tais exemplos estimulam as mulheres de nossas igrejas? Que Deus nos abençoe, dando mulheres notáveis e abençoadoras às igrejas do PMVP!
1. Ana, uma mulher notável e abençoadora como mãe (1Sm 1.1-28)
No Antigo Testamento a primeira a chamar nossa atenção é Ana. A Ana, de que falamos aqui, foi uma das esposas de Elcana; um homem que viveu em Ramataim de Zofim, na região montanhosa de Efraim. Embora Ana fosse a esposa favorita de Elcana, ela não tinha filhos e era, consequentemente, ridicularizada de forma cruel pela outra esposa, Penina, que tinha filhos. Ano após ano ela orou ao Senhor por um filho, prometendo que, se sua oração fosse respondida, ela o consagraria ao Senhor. Sua angústia por essa situação era tal que, em certa ocasião, foi considerada uma mulher embriagada. No devido tempo, Ana deu à luz um filho e o chamou de Samuel. Quando a criança foi desmamada, ela cumpriu o seu voto e levou Samuel a Silo, onde o consagrou ao Senhor.
Ana tornou-se notável e abençoadora como mãe, não por ser mãe do juiz, sacerdote e profeta Samuel, nem por ter tido outros três filhos e duas filhas, mas por exibir qualidades pessoais dignas de nota. Ana foi uma mulher de oração, orando por um filho durante vários anos; Ana consagrou seu filho ao Senhor, não o retendo para si, mas, sabendo que era dádiva de Deus, o levou à sua presença e o consagrou ao Senhor; Ana continuou cuidando de seu filho, preparando-lhe vestes novas e visitando-o todos os anos.
2. Abigail, uma mulher notável e abençoadora como esposa (1Sm 25.2-35).
No Antigo Testamento ainda temos Abigail. A Abigail, aqui mencionada, foi esposa de Nabal. Nabal era um homem rico, da cidade de Maom, no Carmelo. A Escritura descreve Nabal como um “homem duro e maligno em todo o seu trato” e “filho de Belial e não há quem lhe possa falar”. Porém descreve Abigail como uma mulher “sensata e formosa” e como pacificadora. Essa última qualidade é vista quando, na época da tosquia das ovelhas, Nabal se recusou a fornecer provisões a Davi e seus homens, como pagamento pela proteção que Davi lhe havia dado, e Abigail trouxe provisões a Davi, o apaziguou e o persuadiu a não vingar-se de seu esposo.
Abigail mostrou-se notável e abençoadora como esposa, não porque veio a ser esposa do rei Davi, mas por exibir qualidades pessoais admiráveis. Abigail foi uma mulher sensata, que soube lidar com a dureza e malignidade de seu esposo, e continuar casada; Abigail foi uma mulher formosa, que continuou cuidando de sua aparência apesar do mau esposo que tinha; Abigail foi uma mulher pacificadora, pois soube lidar com a ira de Davi e demovê-lo de seu desejo de vingança contra seu esposo.
3. Tabita, uma mulher notável e abençoadora como discípula (At 9.36-43)
No Novo Testamento, entre as muitas mulheres citadas, chama nossa atenção uma de nome estranho, Tabita. Ela é mais conhecida como Dorcas. Era natural de Jope, havia crido no Senhor Jesus e era muito querida devido aos prestimosos serviços que prestara aos outros. Dorcas veio a falecer. Dois homens foram enviados a Lida para buscar a Pedro. Quando este chegou, o corpo de Dorcas já havia sido lavado, preparado para o enterro e colocado no quarto superior. As viúvas estavam chorando e, em profundo reconhecimento, mostravam os trabalhos que ela havia feito, talvez para estas mesmas pessoas. Pedro, como instrumento de Deus, a ressuscitou.
Tabita ou Dorcas tornou-se notável e abençoadora como discípula, não porque foi ressuscitada dos mortos, mas por mostrar qualidades pessoais notáveis. Dorcas foi uma mulher de boas obras, vivendo piedosamente e fazendo o bem à igreja; Dorcas foi uma mulher caridosa, pois dava esmolas a necessitados; Dorcas foi uma mulher generosa, pois fez túnicas e vestidos para viúvas de sua cidade.
4. Priscila, uma mulher notável e abençoadora como missionária.
Temos no Novo Testamento, ainda, Priscila, esposa de um homem chamado Áqüila, natural da cidade do Ponto, na Ásia Menor. Eles residiam na Itália, eram crentes no Senhor Jesus e se mudaram para Corinto por causa de um decreto do imperador Cláudio. Em Corinto conheceram e se associaram a Paulo no ofício de fazer tendas e na pregação do Evangelho. Das seis vezes em que esse casal é citado no NT, em quatro delas o nome de Priscila aparece em primeiro, o que pode indicar que sua habilidade e zelo eram superiores ou que ela era de família romana nobre. Priscila e Áqüila acompanharam Paulo até Éfeso, onde discipularam a Apolo (At 18.24-26); 1 Coríntios 16.19 menciona que uma Igreja se reuniu em sua casa; o mesmo ocorreu em Roma (Rm 16.3-5); e Romanos 16.4 diz que eles “arriscaram a própria cabeça” pela vida de Paulo.
Priscila tornou-se notável e abençoadora como missionária por exibir qualidades pessoais admiráveis. Priscila foi uma mulher que dedicou parte do seu tempo à atividade evangelística; Priscila foi uma mulher que investiu parte de seu tempo no discipulado de pessoas; e Priscila foi uma mulher desprendida e amorosa, pois se dispôs a arriscar sua própria vida em favor da de Paulo.
5. Macrina, uma mulher notável e abençoadora como irmã e amiga.
Da História da Igreja temos Macrina, uma mulher que viveu na segunda metade do 4º século. Pouco sabemos sobre ela além do fato de que, por meio de sua piedade e amizade, apoiou os três capadocianos – Basílio o Grande, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo. Esses três Pais da Igreja foram responsáveis pela obtenção da vitória final da doutrina trinitariana, estabelecida no Concílio de Nicéia, em 325.
Justo L. Gonzalez escreveu sobre ela: “Embora seja costume falar dos ‘três capadocianos’, há uma quarta pessoa, sobre quem pouco se tem dito, mas cuja influência sobre pelo menos dois dos três mais famosos merece nota. É Macrina, a irmã de Basílio e de Gregório de Nissa. Foi ela quem conclamou Basílio a deixar de lado sua preocupação com a própria sabedoria e prestígio e a tomar o rumo na vida que ele veio a seguir. Além disso, Gregório de Nissa fala dela como ‘a mestra’, e parece ter por certo que seus leitores saberiam de quem ele falava. Infelizmente, pouco foi deixado para nos permitir reconstruir seus ensinos. Mas ela deve ser mencionada aqui como um lembrete de que entre os ‘pais’ da igreja havia também ‘mães’.”
6. Mary Jones, uma mulher notável e abençoadora como crente.
Mary Jones viveu no final do século 18, no País de Gales. De família muito pobre, onde todos tinham que trabalhar, o único dia de descanso era o domingo, quando iam à igreja. Mary aprendeu a ler com 9 anos, e fixou uma meta: possuir uma Bíblia em sua língua. Nessa época era muito difícil e caro ter uma Bíblia. Apesar dos obstáculos, Mary trabalhou duro por seis anos fazendo serviços extras, guardando todo o dinheiro em um cofrinho. Aos 15 anos, ela conseguiu juntar o valor necessário para comprar sua Bíblia, viajou 40 km a pé e, por pouco, não teve sua meta frustrada, pois comprou o último exemplar em Galês. A história de Mary chegou ao conhecimento de um grupo de líderes cristãos, em Londres. Surpresos e admirados, resolveram, em 1804, criar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, com o objetivo de tornar a Bíblia acessível quanto ao preço e idioma.
Mary Jones tornou-se notável e abençoadora como crente ao exibir qualidades pessoais dignas de nota. Pois seu amor pela Bíblia tornou-se exemplar e inspirador. Hoje a Escritura encontra-se acessível a todos os povos e a preços reduzidos.
Eis algumas mulheres cujas vidas são notáveis e abençoadoras. Mulheres valorizadas na Bíblia e na História da Igreja. Tais exemplos estimulam as mulheres de nossas igrejas? Que Deus nos abençoe, dando mulheres notáveis e abençoadoras às igrejas do PMVP!
Rev. Paulo Corrêa Arantes
Presidente do Presb. Médio Vale do Paraíba
Presidente do Presb. Médio Vale do Paraíba

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